A Inclusão como resposta à exclusão: um chamado para o apoio e a humanidade
Hoje, 21 de março de 2025, comemoramos o Dia Internacional da Síndrome de Down, um dado que nos convida a uma reflexão sobre os avanços e os desafios enfrentados por pessoas com T21 e suas famílias. O tema global escolhido para este ano, “Melhores nossos sistemas de apoio”, não poderia ser mais oportuno. Ele nos lembra que, enquanto muitos países buscam fortalecer a inclusão, outros caminham na direção oposta, adotando práticas que excluem e negam o direito à vida de pessoas com síndrome de Down.
A realidade é chocante: em nações transportadas, como Islândia, Dinamarca e França, o diagnóstico de Trissomia do Cromossomo 21 durante a gravidez tem levado a taxas alarmantes de aborto. A Islândia, por exemplo, alcançou a marca de 100% de interrupções de gestações quando a síndrome é bloqueada. Na Dinamarca, o índice é de 98%, e na França, 77%. Esses números revelam uma prática que, em vez de apoiar, elimina. Uma prática que, em vez de incluir, excluir. Uma prática que, em vez de celebrar a diversidade humana, promove uma forma silenciosa e sistemática de limpeza étnica.
Essa realidade tem sido denunciada incansavelmente por vozes quentes, como a de Charlotte Fien, uma mulher com síndrome de Down que tem levado sua luta às mais altas esferas, inclusive à ONU. Ela nos lembra que a existência de pessoas com T21 não é um erro a ser corrigido, mas uma expressão da diversidade humana que merece respeito, apoio e oportunidades.
No Brasil, o tema deste ano ganhou um contorno ainda mais inspirador: "Suporte para quem precisa. Todos juntos, apoiando a inclusão. Seja rede de apoio". Aqui, a luta vai além da conscientização. É uma mobilização coletiva para garantir que famílias atípicas tenham acesso a políticas públicas, acessibilidade, tecnologia assistiva, saúde, educação e trabalho. É um chamado para que todos nós sejamos parte dessa rede de apoio, construindo uma sociedade onde ninguém seja deixado para trás.
Embora alguns países optem por excluir, o Brasil escolhe incluir. E essa escolha não é apenas política; é humano. É um reconhecimento de que a vida, em todas as suas formas, tem valor. É um compromisso com a dignidade, com a diversidade e com o futuro.
Neste 21 de março, comemoramos as conquistas, mas também reforçamos nosso compromisso com a luta. A inclusão não é um favor; é um direito. É nossa responsabilidade garantir que esse direito seja respeitado, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Que este dia nos inspire a ser mais humanos, mais solidários e mais inclusivos. Porque, no fim das contas, é isso que nos define como sociedade.
Seja rede de apoio. Seja inclusão. Seja uma mudança.

Júnior Patente
Júnior Patente, profissional de comunicação desde 1984 em Rádio, Jornal, TV, Assessoria de Comunicação e Internet. Pai atípico, tem como meta hoje trabalhar pela inclusão de Pessoas com Deficiência.Instagram: @junior_patente