Dia de Combate ao Alcoolismo alerta para impactos sociais e reforça importância do tratamento

  • Da Mega
  • Atualizado: 18/02/2026, 09:56h

O Dia de Combate ao Alcoolismo, lembrado em 18 de fevereiro, chama atenção para um problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas e provoca reflexos profundos na família, no trabalho e na sociedade. Mais do que um hábito socialmente aceito, o consumo excessivo e contínuo de bebidas pode evoluir para dependência, comprometendo a saúde física, mental e as relações interpessoais.

O alcoolismo é reconhecido como uma doença crônica caracterizada pela incapacidade de controlar o consumo, mesmo diante de consequências negativas. Entre os principais problemas associados estão doenças hepáticas, cardiovasculares e neurológicas, além de transtornos como depressão e ansiedade. O uso abusivo também aumenta o risco de acidentes de trânsito, violência doméstica e conflitos sociais.

No ambiente familiar, o impacto costuma ser direto e doloroso. A dependência pode gerar desgaste emocional, instabilidade financeira e rupturas afetivas. Filhos de pessoas com alcoolismo tendem a enfrentar maior vulnerabilidade emocional, dificuldades escolares e, em alguns casos, repetição de padrões de comportamento na vida adulta.

No mercado de trabalho, as consequências ocorrem na forma de queda de produtividade, faltas frequentes, acidentes laborais e demissões. Empresas também sofrem impactos indiretos, como aumento de custos com saúde e afastamentos. Já para o sistema público, o alcoolismo representa sobrecarga nos serviços de emergência, hospitais e programas de assistência social.

Apesar dos danos, especialistas reforçam que há caminhos de recuperação. O tratamento envolve acompanhamento médico, apoio psicológico e, em muitos casos, uso de medicação para controle da abstinência. Grupos de apoio, como os Alcoólicos Anônimos, desempenham papel importante ao oferecer acolhimento e suporte contínuo.

A recuperação é um processo gradual e exige rede de apoio, mudança de hábitos e, sobretudo, compreensão de que a dependência é uma condição de saúde e não uma falha de caráter. Quanto mais cedo o problema é identificado, maiores são as chances de reabilitação e reintegração social.

O Dia de Combate ao Alcoolismo, portanto, não se limita à conscientização individual. Os dados também reforçam a necessidade de políticas públicas de prevenção, campanhas educativas e ampliação do acesso ao tratamento. Falar sobre o tema é uma forma de romper o estigma e incentivar pessoas e famílias a buscarem ajuda.

Combater o alcoolismo é promover saúde, preservar vínculos e fortalecer a sociedade como um todo.

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