Governo libera R$ 3,9 bilhões para segunda parcela de resgate do FGTS a demitidos no saque-aniversário
O governo federal deu início, nesta segunda-feira (2), à liberação de R$ 3,9 bilhões destinados ao pagamento da segunda parcela para trabalhadores que aderiram à modalidade de saque-aniversário do FGTS. A medida, coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), beneficiou 822,6 mil pessoas que foram demitidas sem justa causa entre janeiro de 2020 e 20 de dezembro de 2025, mas que estavam com seus saldos retidos devido às regras da categoria.
Este montante complementa a primeira etapa da operação, realizada em dezembro, que já havia injetado R$ 3,8 bilhões na economia, alcançando mais de 14 milhões de beneficiários. Com o novo cronograma, os pagamentos seguem até o dia 12 de fevereiro , são úteis como um alento financeiro para quem investiu o desemprego nos últimos anos sob as restrições de saque do fundo.
Apesar da divulgação dos valores, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reforçou duras críticas ao modelo do saque-aniversário. Segundo o chefe da pasta, a modalidade impõe uma “penalização injusta” ao cidadão, uma vez que o FGTS foi concebido originalmente como uma rede de proteção em momentos de vulnerabilidade. Na visão do ministério, para impedir o acesso ao saldo total no momento da demissão, a regra desvirtua a função social do fundo, deixando o trabalhador desamparado justamente quando o vínculo empregatício é rompido.
Para quem aguarda o recurso, o processo será majoritariamente digital: a maior parte dos trabalhadores receberá o crédito de forma automática nas contas cadastradas no aplicativo oficial do FGTS. Aqueles que não possuem conta bancária vinculada ao sistema ainda poderão realizar a retirada presencialmente nos terminais de autoatendimento da Caixa Econômica Federal, em casas lotéricas ou em unidades da Caixa Aqui, garantindo o acesso ao dinheiro dentro do prazo estabelecido.









