Em coletiva de imprensa, Sheila Lemos anuncia permanência de 3 horas na Zona Azul e desconto de 50% para evitar multas no estacionamento rotativo
Em coletiva na CDL, Sheila Lemos esclareceu o funcionamento da Tarifa de Pós-Utilização (TPU) e defendeu a rotatividade como vital para o comércio; quatro pontos físicos de atendimento já estão em funcionamento. Foto: Ane Xavier
Em coletiva de imprensa realizada na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), a prefeita Sheila Lemos, acompanhada de Raimundo Menezes (presidente da Acevic) e Hélio Sousa (presidente da CDL), anunciou mudanças e esclarecimentos importantes sobre o funcionamento da Zona Azul em Vitória da Conquista. O encontro teve como objetivo dissipar dúvidas sobre a operação do sistema e reafirmar o compromisso com a democratização do espaço público.
A principal novidade anunciada em primeira mão pela prefeita é a alteração no tempo máximo de estacionamento rotativo. A partir da próxima segunda-feira, o tempo limite passará de duas para três horas.
Segundo a gestora, a medida visa atender a demandas de usuários que frequentam serviços mais demorados, como clínicas médicas. “É melhor que a pessoa aloque as três horas e saia antes, se necessário, do que ser penalizada por um atraso não intencional”, explicou Sheila.
Um dos pontos centrais da coletiva foi a explicação sobre a Tarifa de Pós-Utilização (TPU). O sistema funciona como uma "segunda chance" para o motorista que estacionou sem ativar os créditos ou excedeu o tempo, evitando a aplicação imediata de uma infração de trânsito.
O fluxo funcionará da seguinte maneira:
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Aviso de Cobrança (ACT): Se o monitor identificar a irregularidade, é emitido um aviso digital. O motorista tem 20 minutos para regularizar.
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Regularização via TPU: Passados os 10 minutos, o usuário tem até cinco dias úteis para pagar a TPU.
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O Desconto: A prefeita destacou uma informação crucial: quem pagar a TPU em até dois dias úteis recebe 50% de desconto no valor.
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Penalidade Final: Se o pagamento não for feito até o quinto dia, a cobrança se transforma automaticamente em multa de trânsito grave (R$ 195,23) com 5 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), conforme o Código de Trânsito Brasileiro.
“Ninguém quer arrecadar mais com a Zona Azul. A prioridade é que haja estacionamento rotativo para que o máximo de pessoas consigam usar o comércio”, afirmou a prefeita, ressaltando que a multa de trânsito reverte 100% para a prefeitura, mas a preferência da gestão é pela regularização via TPU (onde o valor é dividido com a empresa), provando que o foco não é a "indústria da multa", mas a educação no trânsito.
Para atender quem tem dificuldades com a tecnologia ou está sem celular, a concessionária instalou quatro pontos fixos de atendimento com monitores habilitados. Eles estão localizados em áreas estratégicas: Avenida Régis Pacheco (próximo aos chaveiros); Ceasa; Praça Nove de Novembro e Praça Tancredo Neves.
Sheila Lemos rebateu as críticas de que a Zona Azul estaria prejudicando as vendas. Para a gestora, atribuir a queda no movimento ao estacionamento é uma "falácia" e uma "narrativa construída" que ignora a sazonalidade do mercado (janeiro e fevereiro são historicamente meses mais fracos) e a mudança no perfil de consumo, que agora se expande para bairros como Brasil, Patagônia e Candeias.
“O estacionamento rotativo é de fundamental importância para a vitalidade do comércio. O fundamento é que a pessoa pare, compre e saia, dando oportunidade para outro consumidor”, concluiu.
Foi reforçado que a parte da arrecadação que cabe à Prefeitura é destinada, por lei, ao custeio do transporte público coletivo, revitalização da infraestrutura viária, ciclovias e projetos de mobilidade urbana sustentável.









