Inclusão escolar não é favor, é direito: Professora explica como a diversidade revoluciona o aprendizado
Foto: Arquivo pesspoal
A inclusão escolar não é um ato de caridade, nem um “favor” das instituições de ensino; é um direito fundamental garantido pela Constituição Federal e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Em uma entrevista esclarecedora ao programa Inclusão em Foco , da Mega Rádio, a professora Simone da Silva Viana, Mestre em Políticas Sociais. Professora e Coordenadora do curso de Pedagogia Universidade Estácio de Sá/RJ, especificamente como a diversidade dentro das salas de aula é, na verdade, uma grande ferramenta para a construção de uma sociedade mais humana e preparada para os desafios do futuro.
Segundo uma educadora, incluir significa garantir que toda criança e adolescente — independentemente de condições físicas, intelectuais, sociais ou culturais — tenha acesso a um ensino de qualidade em ambientes comuns. A grande virada de chave é na adaptação: não é o estudante que deve se moldar à escola, mas a escola que precisa se transformar para acolher os diferentes ritmos e talentos de cada aluno. No dia a dia, isso se traduz em abandonar as experiências tradicionais e ríspidas em favor de avaliações contínuas, como portfólios e projetos que valorizam o progresso individual e o protagonismo do estudante.
A professora Simone ressalta que a inclusão exige um olhar sensível de toda a comunidade escolar. Enquanto o professor atua como mediador, adaptando metodologias e utilizando recursos visuais e tecnológicos, a equipe pedagógica oferece o suporte institucional e a formação continuada necessária para que ninguém se sinta sobrecarregado. Para ela, o foco deve estar sempre nas potencialidades, e não nas limitações, evitando rótulos que segregam e impedem o desenvolvimento pleno.
O ganho mais significativo, no entanto, é o desenvolvimento emocional dos alunos. Ao conviver com a diferença desde cedo, crianças e jovens aprendem naturalmente a lidar com a empatia e o respeito, quebrando preconceitos antes mesmo que eles se enraízem. “Aprender juntos ensina a viver juntos”, afirma Simone, destacando que essa convivência forma cidadãos solidários e conscientes, capazes de colaborar em vez de apenas competir.
Para o futuro, o desafio permanece na esfera coletiva. A inclusão real depende da união entre escola, família e, principalmente, de políticas públicas que financiem estruturas adequadas. Ao investirmos em uma educação inclusiva hoje, estamos pavimentando o caminho para uma sociedade onde todos, sem exceção, tenham seu lugar e sua voz respeitada.
E você, como enxerga a inclusão na escola do seu bairro ou na rotina dos seus filhos?
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