FIFA defende preços dos ingressos da Copa do Mundo apesar de clamor sobre acessibilidade
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, defendeu na segunda-feira a controversa estrutura de preços para a Copa do Mundo de 2026, citando uma demanda "sem precedente" com 150 milhões de pedidos de ingressos recebidos em apenas 15 dias desde o início das vendas. Falando no World Sports Summit em Dubai, Infantino destacou o enorme interesse como uma justificativa da estratégia de preços da FIFA, que tem recebido críticas globais por tornar o torneio financeiramente inacessível para muitos torcedores eleitos.
A defesa ocorre duas semanas depois que a FIFA promoveu uma "Categoria de Entrada para Torcedores" limitada de US$ 60 em 16 de dezembro, após intensa ocorrência negativa de grupos de torcedores que chamaram os preços originais de "traição monumental" às tradições da Copa do Mundo. No entanto, os críticos argumentam que a concessão está longe de abordar as questões com acessibilidade. Os ingressos de US$ 60 representam apenas 1,6% dos assentos em cada partida—ou 0,8% por nação—o que significa que apenas cerca de 660 ingressos por tempo estariam disponíveis em locais como o MetLife Stadium, com capacidade para 82.500 lugares na final.
Em comparação, a UEFA disponibilizou 14% de todos os ingressos do Euro 2024 através de uma categoria “Fans First” com preço de €30 para as fases de grupos e €103 para a final, além de fornecer 37% dos ingressos para as associações nacionais. Para a final da Copa do Mundo de 2026 no MetLife Stadium, os ingressos mais baratos através das associações nacionais aparecem em US$ 4.185, com assentos premium chegando a US$ 8.860. A Football Supporters Europe estimou que custaria mais de US$ 8.000 para um indivíduo acompanhar seu país até a final através dos canais oficiais








