Retrospectiva 2025 - Tensão na América Latina
O conflito no Caribe em 2025 emergiu como o episódio mais tenso da América Latina, com Donald Trump escalando ações militares contra a Venezuela de Nicolás Maduro sob pretexto de combate ao narcotráfico, incluindo bloqueios navais e ataques a embarcações. A disputa se estendeu à Colômbia de Gustavo Petro, ameaçando alianças regionais e gerando acusações de crimes de guerra.
Escalada militar no Caribe
Desde setembro, os EUA lançaram a Operação Southern Spear, com 10 mil tropas, navios e aviões no Caribe, declarando "conflito armado não internacional" contra cartéis como o Tren de Aragua. Trump ordenou mais de 10 ataques a barcos, matando tripulantes, e apreensões de petroleiros venezuelanos como o Skipper, sob alegação de frota sombra russa e iraniana.
-
Em novembro, Trump fechou o espaço aéreo venezuelano e autorizou a CIA para operações letais em solo, incluindo possíveis strikes contra Maduro.
-
Caracas denunciou "roubo" de óleo e intimidação, enquanto Trump ofereceu exílio a Maduro em troca de ativos petrolíferos roubados.
Venezuela no epicentro
Trump rejeitou a legitimidade de Maduro pós-eleições de 2025, elevando recompensa por sua captura a US$ 50 milhões e promovendo o mito do "Cartel dos Sóis" para justificar intervenções. Negociações via Catar falharam, com propostas de transição para Delcy Rodríguez rejeitadas.
-
Bloqueio naval cortou receitas de óleo, pressionando o regime a ceder controle militar e recursos a Washington.
-
Analistas veem estratégia de regime change sem base legal clara, borrando linhas entre antinarcóticos e invasão.
Tensão com Colômbia de Petro
Petro entrou em guerra verbal com Trump ao recusar deportações "indignas" de migrantes e condenar bombardeios em águas colombianas, que mataram pescadores locais. Trump rotulou Petro de "líder de drogas ilegal", cortando ajuda e impondo tarifas em retaliação ao cultivo de coca.








