Tremores de terra atingem Amargosa em menos de 24 horas

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Em menos de 24 horas, a cidade de Amargosa (BA), que possui pouco mais de 38 mil habitantes e fica localizada no Vale do Jiquiriçá, distante 314Km de Vitória da Conquista, foi impactada com dois tremores de terra. Os dois tremores aconteceram na terça-feira, 11 às 23h33 e na quarta-feira, 12, às 5h30, sendo registrados pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Labsis - UFRN).
O primeiro tremor teve magnitude 1,9 na escala Richter e o segundo um pouco mais forte, teve registro de 2,2. Moradores da cidade relataram sentir vibrações e pequenos abalos em suas residências, mas não houve registros de feridos ou danos materiais.
Tremores na Bahia: um fenômeno comum?
A ocorrência de tremores de terra na Bahia, embora não seja frequente, não é considerada rara. O estado está localizado em uma região geologicamente estável, mas apresenta algumas falhas tectônicas que podem gerar abalos sísmicos de baixa magnitude. De acordo com especialistas, a maioria dos tremores registrados no Nordeste brasileiro, incluindo a Bahia, está associada a ajustes na crosta terrestre, que liberam energia acumulada ao longo do tempo.
O Laboratório Sismológico da UFRN, que é o órgão responsável por monitorar as atividades sísmicas no Nordeste brasileiro, destaca que, nos últimos anos, a Bahia registrou um aumento no número de tremores detectados, especialmente em áreas como o Recôncavo Baiano e o Vale do Jiquiriçá. Essas características estão relacionadas tanto ao aprimoramento dos equipamentos de monitoramento quanto a uma maior atenção da população para eventos sísmicos.
Educação e prevenção: como agir em caso de tremores
Embora os tremores na Bahia sejam geralmente de baixa intensidade, é importante que a população esteja informada sobre como agir em situações como essa. Os especialistas recomendam que, ao sentir um tremor, as pessoas mantenham a calma e evitem correr ou se deslocar bruscamente. Em ambientes internos, é aconselhável proteger móveis resistentes, como mesas, e manter distância de janelas e objetos que possam cair. Já em áreas externas, o ideal é evitar prédios, postes e fiações elétricas.
A divulgação de informações científicas e educativas sobre características sísmicas é fundamental para preparar a população e reduzir possíveis impactos. Nesse sentido, iniciativas como o trabalho realizado pelo Labsis - UFRN são essenciais para o monitoramento e a compreensão desses eventos naturais.
Enquanto os moradores de Amargosa seguem atentos aos possíveis desdobramentos, os cientistas continuam estudando as causas e os padrões dos tremores na região, reforçando a importância do investimento em pesquisa e educação para lidar com os desafios impostos pela natureza.